Ser competente não é sinônimo de conhecimentos, mas de ter a capacidade de aprender, a cada dia, a partir de sua própria experiência.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O ensino na Era do Conhecimento


O aprendizado e o ensino são mais profundamente afetados pela disponibilidade de informações do que qualquer outra área da vida humana. Há grande necessidade de uma nova aceitação, de novos métodos e novos instrumentos de ensino, a mais antiga e reacionária arte humana.

As coisas mais importantes a aprender não são habilidades específicas, mas uma habilidade universal – a de usar o conhecimento e sua aquisição sistemática como fundamento do desempenho, habilidade e realização.

Não tem sentido ensinar ao jovem tudo aquilo de que ele terá necessidade, pois ele ainda não sabe de que conhecimentos necessitará daqui a dez ou quinze anos. O que se sabe cada vez mais é que precisará de conhecimentos que ainda não existem.

O próprio fato de estarmos usando conhecimento, e não experiência, faz da mudança algo inevitável. Isso porque o conhecimento, por definição, inova, busca, indaga e se modifica. Quando o conhecimento é aplicado ao trabalho faz-se necessária a educação contínua, o retorno frequente do adulto experiente e realizado ao aprendizado formal.

Quanto mais as pessoas sabem, com maior frequência regressam à escola durante toda a sua vida útil. Mas também, quanto mais sabem, mais se conscientizam de sua ignorância e da nova capacidade de desempenho, dos novos conhecimentos e da necessidade de atualizar seus conhecimentos constantemente.

A continuação da educação não precisa ser uma educação em assuntos especializados que só serão úteis para o profissional que tenha progredido muito.

Os assuntos mais gerais – talvez a filosofia, ou a história – também fazem mais sentido como educação para o adulto experimentado. As especializações são o que os jovens aprendem melhor, e aquilo de que mais necessitam.

sábado, 11 de agosto de 2012

Sustentabilidade


Um dos sistemas mais complexos que se conhecem, o clima da Terra sempre orientou os rumos da humanidade.

Nos primeiros 250.000 anos da história do ser humano moderno, a temperatura era mais baixa do que a atual e havia muito instabilidade climática. Separados em tribos nômades, nossos ancestrais sobreviviam do que conseguiam colher e caçar em tempos de fartura.

Durante os últimos 10.000 anos, um clima mais quente e estável permitiu aos humanos desenvolver a agricultura e os assentamentos permanentes. Novas tecnologias foram utilizadas para domesticar ecossistemas, administrar suprimentos de água e proteger a população das intempéries. Esses processos alteraram o ambiente de forma radical.

Nada se compara, porém, ao que ocorreu nos últimos 100 anos. A utilização de combustíveis fósseis possibilitou o desenvolvimento de uma economia global. A população humana alcançou a casa dos bilhões de habitantes. Grandes metrópoles foram erguidas.

A escala das mudanças resultantes do impacto humano sobre a Terra foi tão sem precedentes que essa centena de anos resultou em um novo período geológico. Hoje, por causa da degradação ecológica e das emissões de gases do efeito estufa resultantes desse processo industrial, corremos o risco de modificar o ambiente em um ritmo alucinante, que inviabiliza a capacidade da espécie humana para se adaptar às mudanças.

A civilização está de tal forma interconectada que, caso ocorra um colapso, ele será global, e não mais regional, como nos primórdios. É preciso tomar uma decisão e reconhecer que o crescimento econômico consome recursos e produz resíduos que degradam o ecossistema.

É hora de produzir, mas também de enfatizar a qualidade de vida e melhorar a distribuição da riqueza, em lugar de crescer a qualquer custo. Nossa visão de mundo terá de ser transformada, assim como as tecnologias e as instituições, para transpormos com sucesso o atual período e não entrarmos em colapso.

sábado, 4 de agosto de 2012

Potências de 10


Um modo prático de determinar um número grande é simplesmente contar os zeros depois do número 1. Mas se há muitos zeros...

É por essa razão que colocamos pontos ou espaços depois de cada grupo de três zeros. Assim, 1 trilhão é 1.000.000.000.000 ou 1 000 000 000 000. (Nos Estados Unidos, colocam-se vírgulas no lugar dos pontos). Para números maiores, é preciso contar quantos grupos de três números existem.

Seria ainda mais fácil se, ao nomear um número grande, pudéssemos apenas dizer diretamente quantos zeros existem depois do número 1. Os matemáticos e técnicos fazem exatamente isso. Chama-se notação exponencial.

Você escreve o número 10; depois um número pequeno, sobrescrito à direita do 10, informa quantos zeros existem depois do número 1. Com esta notação, 106 = 1 000 000; 109 = 1 000 000 000; e assim por diante.

Esses sobrescritos são chamados expoentes ou potências. Por exemplo, 109 é descrito como “10 elevado à potência 9” ou “10 elevado à nona” (exceções para 102 dito “dez ao quadrado”, e 103 dito “10 ao cubo”).

Além da clareza, a notação exponencial possui um benefício adicional: é possível multiplicar dois números quaisquer simplesmente somando-se os expoentes apropriados. Assim, 1 000 x 1 000 000 000 é 103 x 109 = 1012.

Porém, ainda há resistência à notação exponencial por parte de pessoas um pouco assustadas com a matemática (embora a notação simplifique a nossa compreensão) e por parte dos compositores de texto, que parecem ter compulsão de imprimir 109 como 109.

Depois de se dominar a notação exponencial, pode-se lidar sem esforço com números imensos, como o número aproximado de micróbios numa colher de chá cheia de terra (108); de seres vivos na Terra (1029), de seres humanos que habitam a Terra (7 x 109); ou de núcleos atômicos no Sol (1057).

Isso não significa que se possa imaginar 1 bilhão ou 1 quintilhão de objetos – ninguém pode. Mas, com a notação exponencial, podemos pensar sobre esses números e calculá-los. Muito bom para seres autodidatas que começaram do nada e que contavam coisas com os dedos das mãos e dos pés.