Ser competente não é sinônimo de conhecimentos, mas de ter a capacidade de aprender, a cada dia, a partir de sua própria experiência.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Tendências tecnológicas


A tecnologia da informação (TI) está crescendo exponencialmente, mas nossa intuição sobre o futuro continua linear. As pessoas acreditam que as coisas vão evoluir na sequência normal: 1, 2, 3, 4, 5...

A realidade da TI, como em tudo o que diz respeito aos computadores e, mais recentemente, à biotecnologia, é exponencial: 1, 2, 4, 8, 16 e assim por diante. Trinta passos depois, essa conta já está em 1 bilhão.

É questão de probabilidade e não simples especulação sobre o futuro: pelo ano 2030, teremos um hardware poderoso o suficiente para simular o cérebro humano; por volta de 2045, a parcela não biológica da inteligência de nossa civilização se expandirá também, superando nossa inteligência biológica, que é muito impressionante, mas é fixa.

Difícil de acreditar? Já há pessoas com computadores no corpo, e no cérebro – existem pâncreas artificiais informatizados, por exemplo, que se comportam como o órgão real. Chegará o dia em que poderemos nos sentar na frente de um computador com um modelo real que simule a biologia humana e pensar em intervenções da mesma forma que se projeta uma nova aeronave.

No setor de Energia, a tecnologia que está em crescimento exponencial é a da energia solar. Ela tem dobrado de tamanho cada dois anos. Falta duplicar apenas oito vezes para alcançar 100% das necessidades energéticas do mundo.

Na indústria automobilística, os carros elétricos serão a onda do futuro, especialmente a partir do momento em que se encontrarem formas baratas de produção de eletricidade, como o uso de nanotecnologia em dispositivos de armazenamento de energia mais potentes e leves.

Pequenos grupos empreendedores têm desenvolvido as novas tecnologias do futuro. Mas as inovações também podem surgir em grandes companhias, se criarem esse tipo de ambiente empreendedor em pequenas equipes à parte.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Aprender é o que importa


Aprender sempre é o que importa. E manter esse aprendizado é consagrar nosso caminho diante do que realmente queremos da vida. Somos construídos pela maneira com que conduzimos nossa vida, e conduzimos nossa vida com aquilo que aprendemos.

Às vezes, não damos importância para coisas simples que temos oportunidade de aprender, mas, um dia, podemos precisar de um simples minuto de aprendizado para nos inspirar em anos de existência.

Aprender é uma experiência de vida, uma experiência de conhecimento e pode se tornar uma experiência existencial se a pessoa conseguir ensinar o que aprendeu, expandindo essa possibilidade de realização a outras pessoas.

Não fique esperando que a escola e os professores lhe ofereçam tudo o que precisa aprender. Assuma a responsabilidade pelo seu próprio aprendizado. O papel do educador é disponibilizar opções e ensinar seus alunos a pensar, e não apresentar uma receita pronta para o seu desenvolvimento.

Para ter uma carreira profissional de sucesso, é fundamental o aprendizado contínuo. Hoje, tem emprego garantido aquele que renova suas competências específicas, se adapta à transformação permanente do setor produtivo e providencia novas bases de conhecimento para o desenvolvimento da carreira.

Ser competente não é sinônimo de ter um acúmulo de conhecimentos, mas de ter a capacidade de aprender, a cada dia, a partir de sua própria experiência. Essa é uma das poucas competências duráveis em um mundo no qual conhecimentos específicos se transformam, com muita rapidez, em informações perecíveis.

Quanto maior a liberdade de pensar – a ausência de preconceitos – maior a capacidade de aprender. Identifique seus preconceitos e liberte-se deles. Você será capaz de aprender mais rápido, melhor e mais facilmente.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A Era do Hidrogênio


O hidrogênio deverá ser o elo para um novo modelo totalmente novo de infraestrutura energética, assim como instituições econômicas totalmente diferentes e novos padrões de fixação humana, a exemplo do que causou no passado o advento do carvão, da máquina a vapor e, posteriormente, do motor de combustão interna.

Uma economia do hidrogênio com produção descentralizada de energia – a geração distributiva – e a criação de redes interligando essa produção com os usuários finais, possibilitaria a fixação de estabelecimentos humanos mais dispersos e mais sustentáveis em seu relacionamento com os recursos locais e regionais do ambiente.

Estamos no limiar de uma nova era na história, em que qualquer possibilidade é ainda uma opção. O hidrogênio, essência universal, está sendo captado e processado para fins de benefício humano. Torna-se fundamental traçarmos o itinerário adequado desde o início da jornada, se pretendemos converter a grande promessa da era do hidrogênio numa realidade viável para as gerações que nos sucederão.

O primeiro cientista conhecido a prever o potencial pleno do hidrogênio foi John Haldane. Em 1923, Haldane proferia palestras onde afirmava que a energia do hidrogênio seria a o combustível do futuro. Ele produziu um tratado científico relacionando os argumentos a favor do hidrogênio, descrevendo como ele seria produzido, armazenado e empregado. Sua tese equivalia, nos mínimos detalhes, a um protótipo do modo como o hidrogênio seria usado e explorado no futuro.

Haldane antecipou inclusive os obstáculos na transição para um regime de energia do hidrogênio, bem como as consequências sociais e ambientais de longo alcance que daí resultariam. Quanto ao primeiro problema, ele reconhecia que os custos iniciais seriam muito elevados, mas ressaltava que as despesas de manutenção seriam menores que os demais sistemas.

O hidrogênio pode ser eficientemente produzido por meio de uma variedade de fontes renováveis. O potencial para a produção do hidrogênio por fonte de energia hídrica, solar ou eólica é muito grande, podendo ser produzido em diversos locais do mundo.