Ser competente não é sinônimo de conhecimentos, mas de ter a capacidade de aprender, a cada dia, a partir de sua própria experiência.


segunda-feira, 10 de março de 2014

A história de pi



O número que chamamos p (pronunciado “pi”) tem uma história longa e variada. Há muito tempo, os gregos reconheceram que os círculos tinham uma propriedade especial e útil: a circunferência de qualquer círculo dividida por seu diâmetro é sempre o mesmo número. Esse número é chamado de pi. Ou seja, a razão da circunferência para o diâmetro de um círculo é sempre a mesma.

Os estudiosos gregos também sabiam que essa mesma razão constante aparecia em outra propriedade básica dos círculos: a área dentro do círculo é sempre a constante vezes o quadrado do raio (A = pr2). Em particular, se um círculo tiver raio de 1 unidade, então a área dentro do círculo é exatamente igual a p unidades.

Encontrar o valor exato de pi tem sido um mistério no qual pessoas de muitas civilizações diferentes trabalharam e se intrigaram por centenas de anos. Em 1999, a equipe do professor Kanada, da Universidade de Tóquio, calculou pi com 206 158 430 000 casas decimais em um supercomputador NEC SX-2.

Entretanto, nenhum desses resultados é o valor exato de pi.

O matemático alemão Johann Lambert demonstrou, em 1765, que pi é um número irracional - não pode ser expresso exatamente como uma fração ordinária (ou seja, a razão entre dois números inteiros). Isso significa que nenhuma expressão decimal, não importa quão longe se estenda, jamais será exatamente igual a pi.  

Há várias questões sobre números irracionais que ainda não podemos responder. Podemos demonstrar que sua expansão decimal é infinita e que não repete nenhuma sequência finita de algarismos sem interrupção de certo ponto para frente.

Será que existe algum padrão sutil nessa sequência de algarismos? Provavelmente a explicação mais honesta para tal persistência é a simples curiosidade humana pelo desconhecido.

terça-feira, 4 de março de 2014

Apresentação visual de trabalhos



Os aplicativos de apresentação visual, como o conhecido PowerPoint, permitem a projeção ampliada do que antes era escrito e desenhado. É uma tecnologia que representa uma excelente ferramenta para aulas, trabalhos e palestras. É o predomínio das cores, imagens, animações e sons.

Entretanto, cuidados são necessários para evitar apresentações ruins e chatas, que desmotivam a plateia. Os erros se repetem, começando com o congestionamento visual. Cores, sons e animações demais, acordes dramáticos, desenhos de mau gosto, caracteres tipográficos gritantes e conflitantes.

Firula em excesso tem efeito negativo na percepção das pessoas. Depois vem o excesso de informações e de slides, sobrecarregados com textos. E há o agravante do texto lido. Como lemos cinco vezes mais rápidos do que o apresentador fala, passamos à sua frente: já lemos o texto e não escutamos mais o que ele diz.

Se for para ler todo o texto no slide, para que serve o apresentador? O texto dos slides deve ser apenas um recurso para fixar os conceitos mencionados e para criar uma estrutura das principais ideias.

A apresentação precisa ter simplicidade visual. Se a figura não for interessante, não coloque. Os slides não substituem nem o apresentador nem as leituras adicionais para aqueles que desejam maior profundidade no tema.

Nosso cérebro tem um hemisfério esquerdo, que cuida da razão, e um direito, encarregado das emoções. Uma boa apresentação ativa na plateia os dois hemisférios. Se a apresentação eletrônica tentar explicar, vai competir com as palavras do apresentador.

Portanto, a missão do apresentador deve ser infiltrar sentimentos. Daí a importância da escolha das imagens para realçar, com poucas palavras, as principais ideias.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Tendências tecnológicas



A tecnologia da informação (TI) está crescendo exponencialmente, mas nossa intuição sobre o futuro continua linear. As pessoas acreditam que as coisas vão evoluir na sequência normal: 1, 2, 3, 4, 5...

A realidade da TI, como em tudo o que diz respeito aos computadores e, mais recentemente, à biotecnologia, é exponencial: 1, 2, 4, 8, 16 e assim por diante. Trinta passos depois, essa conta já está em 1 bilhão.

É questão de probabilidade e não simples especulação sobre o futuro: pelo ano 2030, teremos um hardware poderoso o suficiente para simular o cérebro humano; por volta de 2045, a parcela não biológica da inteligência de nossa civilização se expandirá também, superando nossa inteligência biológica, que é muito impressionante, mas é fixa.

Difícil de acreditar? Já há pessoas com computadores no corpo, e no cérebro – existem pâncreas artificiais informatizados, por exemplo, que se comportam como o órgão real.

Um dia poderemos nos sentar na frente de um computador com um modelo real que simule a biologia humana e pensar em intervenções da mesma forma que se projeta uma nova aeronave.

No setor de Energia, a tecnologia que está em crescimento exponencial é a da energia solar. Ela tem dobrado de tamanho cada dois anos. Falta duplicar apenas oito vezes para alcançar 100% das necessidades energéticas do mundo.

Na indústria automobilística, os carros elétricos serão a onda do futuro, especialmente a partir do momento em que se encontrarem formas baratas de produção de eletricidade, como o uso de nanotecnologia em dispositivos de armazenamento de energia mais potentes e leves.

Pequenos grupos empreendedores têm desenvolvido as novas tecnologias do futuro. Mas as inovações também podem surgir em grandes empresas, se criarem esse tipo de ambiente empreendedor.