Dominar a norma culta de um idioma é fundamental para
profissionais de todas as áreas. Engenheiros, técnicos, médicos, economistas,
advogados, contabilistas e administradores que falam e escrevem certo, com
lógica e riqueza vocabular, têm mais chance de chegar ao topo do que
profissionais tão qualificados quanto eles, mas sem o mesmo domínio da palavra.
Nas grandes corporações, os testes de admissão concedem à
competência linguística dos candidatos o mesmo peso dado à aptidão para
trabalhar em grupo ou ao conhecimento de matemática.
A globalização e a revolução tecnológica da internet estão
dando origem a um "novo mundo linguístico". Entre os fenômenos desse
novo mundo estão as subversões da ortografia presentes nos blogs e nas trocas
de e-mails e o aumento no ritmo da extinção de idiomas.
A comunicação por escrito se tornou mais ágil e veloz,
aproximando-se, nesse sentido, da fala. Até no âmbito profissional a
objetividade eletrônica está imperando. A carta comercial que iniciava com a
fórmula "vimos por meio desta" é peça de museu. Gêneros como a carta
circular ou o requerimento estão em extinção. O e-mail absorveu essas funções.
Além de conhecer as palavras, é preciso que se tenha
alguma coisa a dizer de forma lógica e racional. O vocabulário, por si só, não
garante precisão ou beleza na escrita. Mas não podemos ignorar a revolução
cultural da internet.
Como toda inovação tecnológica abrangente, a civilização
digital incorporou palavras em inglês (site, mouse, download, hardware,
software).
Essas adições causam horror aos puristas da linguagem. No entanto, a
maior fonte de enriquecimento dos idiomas em todos os tempos é a incorporação
de vocábulos oriundos de línguas estrangeiras e de revoluções tecnológicas.