Ser competente não é sinônimo de conhecimentos, mas de ter a capacidade de aprender, a cada dia, a partir de sua própria experiência.


domingo, 11 de maio de 2014

Falar e escrever certo



Dominar a norma culta de um idioma é fundamental para profissionais de todas as áreas. Engenheiros, técnicos, médicos, economistas, advogados, contabilistas e administradores que falam e escrevem certo, com lógica e riqueza vocabular, têm mais chance de chegar ao topo do que profissionais tão qualificados quanto eles, mas sem o mesmo domínio da palavra.

Nas grandes corporações, os testes de admissão concedem à competência linguística dos candidatos o mesmo peso dado à aptidão para trabalhar em grupo ou ao conhecimento de matemática.

A globalização e a revolução tecnológica da internet estão dando origem a um "novo mundo linguístico". Entre os fenômenos desse novo mundo estão as subversões da ortografia presentes nos blogs e nas trocas de e-mails e o aumento no ritmo da extinção de idiomas.

A comunicação por escrito se tornou mais ágil e veloz, aproximando-se, nesse sentido, da fala. Até no âmbito profissional a objetividade eletrônica está imperando. A carta comercial que iniciava com a fórmula "vimos por meio desta" é peça de museu. Gêneros como a carta circular ou o requerimento estão em extinção. O e-mail absorveu essas funções.

Além de conhecer as palavras, é preciso que se tenha alguma coisa a dizer de forma lógica e racional. O vocabulário, por si só, não garante precisão ou beleza na escrita. Mas não podemos ignorar a revolução cultural da internet.

Como toda inovação tecnológica abrangente, a civilização digital incorporou palavras em inglês (site, mouse, download, hardware, software). 

Essas adições causam horror aos puristas da linguagem. No entanto, a maior fonte de enriquecimento dos idiomas em todos os tempos é a incorporação de vocábulos oriundos de línguas estrangeiras e de revoluções tecnológicas.

sábado, 3 de maio de 2014

Aproveite o seu dia



O mundo está muito rápido, com tudo ocorrendo mais perto de nós. As coisas chegam quase que instantaneamente. Vão embora também instantaneamente. Não importa onde aconteçam. A sensação é que por mais que façamos fica sempre faltando algo por fazer.

É intrigante a relação entre o estresse provocado pela massa de novos conhecimentos colocados à nossa disposição e o desânimo que por vezes nos faz “empurrar com a barriga” o que se apresenta, ali na nossa frente, grande ou novo demais.

Postergar a realização de algo que pode ser feito naquele momento é acrescentar mais para se realizar no dia seguinte.

O mundo vive em constante e rápida transformação. Alguém que costume protelar e transferir, deixando para depois seus compromissos e obrigações, tem que enxergar o presente como algo que será diferente amanhã.

Quando assumimos a postura positiva de realizar o que precisa ser realizado, estamos agregando valor ao nosso dia, à saúde e à vida. Fazer é, antes de qualquer coisa, uma atitude de realização.

E a atitude de adiar para o dia seguinte o que pode e deve ser realizado  hoje, com a expectativa de que o amanhã se apresentará melhor, normalmente se revela uma perda de tempo, dinheiro e saúde.

Além disso, aprimore sempre o modo de fazer, pois logo estará velho e ultrapassado.

domingo, 27 de abril de 2014

Aprendendo a aprender



Estudar é um ato voluntário. Depende de uma decisão pessoal e de uma mente receptiva ao aprendizado. É necessário definir o que deseja e se organizar para atingir este objetivo.

Se você não tiver um objetivo claro em sua mente, dificilmente se empenhará por aprender de verdade. Defina as prioridades de sua vida – entre elas, a de preparar-se para o futuro – e não se deixe desviar do rumo.

A disciplina para estudar cria uma mente disponível para aprender. Estudar todos os dias, mesmo que seja um pouco, cria um bom hábito para o resto da vida. Todas as pessoas têm talento para estudar e aprender, mas isso não depende de inspiração e sim de esforço e dedicação. Não se trata de um dom natural.

Defina firmemente o objetivo de aprender, crie o hábito de estudar e siga em frente. Você estará exercitando o talento para aprender e será dono de seu destino.

Deve ficar bem claro na estratégia do aprendizado que a educação continuada fará parte toda a vida. Dessa maneira, resiliência, vocação para a pesquisa, obsessão pelo estudo, curiosidade pelo novo, cultura geral, visão estratégica e capacidade de antecipar-se ao futuro têm de fazer parte do sistema de aprendizado de cada um.

Aprender não deve ser confundido com colecionar informações, mas implica relacionar as informações com o mundo de forma a compreendê-lo e sermos capazes de entender nossa relação com ele, de desenvolver novas competências, de inventar e se reinventar. É esta capacidade que vai nos permitir lidar com a mudança.

Este é o desafio de todos que não se contentam em ser meramente espectadores, mas ambicionam ser atores da história. A sabedoria é desenvolvida com a vivência da experiência. Não devemos atribuí-la exclusivamente à inteligência, pois envolve saber utilizá-la, por meio do conhecimento, trazendo benefícios para as pessoas.

Muitas vezes o conhecimento leva-nos a uma postura arrogante, mas a sabedoria só se atinge a partir da humildade, podendo ser entendida em função da ação associada, não podendo ser expressa em termos de regras.