Ser competente não é sinônimo de conhecimentos, mas de ter a capacidade de aprender, a cada dia, a partir de sua própria experiência.


sábado, 14 de junho de 2014

O futuro do mercado de trabalho



No futuro os profissionais que quiserem as melhores oportunidades deverão se concentrar em três tipos de trabalho. As áreas com emprego garantido no futuro são aquelas com tarefas que dificilmente podem ser realizadas por computador.

A primeira tarefa é resolver novos problemas. Os computadores têm de ser ensinados por alguém para se tornarem ferramentas eficientes e produtivas.

A segunda é interpretar informações. Muitos problemas só podem ser resolvidos quando pessoas de várias áreas são reunidas. Isso exige interação, comunicação, reflexão e tomada de decisão. É algo que pessoas com boa formação podem fazer melhor do que computadores.

A terceira área de trabalho para o futuro é a parte do setor de serviços que inclui, por exemplo, cuidados com crianças e idosos, preparação de alimentos e atendimento ao público.

As duas primeiras exigem mais competências e, por isso, pagam salários mais altos. A terceira, embora proporcione muitas oportunidades em países em que a economia se expande, oferece remuneração mais baixa.

As habilidades tradicionais continuarão sendo importantes, especialmente ler e escrever muito bem e dominar operações matemáticas. A diferença é que essas competências assumem um sentido diferente.

Hoje, o desafio é ler bem para continuar a aprender de forma eficiente. Na velocidade em que a tecnologia avança, o foco estará em aprender a aprender.

Um exemplo é quando usamos a internet para fazer uma busca. Parte do desafio é estar apto a diferenciar o pequeno grupo de respostas que de fato é útil para solucionar nosso problema.

sábado, 7 de junho de 2014

Engenharia, uma profissão cortejada



O engenheiro é um solucionador de problemas. A sua formação estimula o raciocínio lógico aliado a características pragmáticas e utilitárias das disciplinas técnicas estudadas no curso. Necessita também de flexibilidade e versatilidade, além da capacidade de se adaptar a elevadas exigências. 

Hoje é uma profissão cortejada, com elevada empregabilidade. Prenuncia-se uma grave falta de engenheiros no Brasil e seguramente é um dos principais entraves ao desenvolvimento social, industrial e tecnológico.

A necessidade de nosso país demandaria 60 a 80 mil novos engenheiros por ano, porém diplomam-se apenas 43 mil. Apenas 6% dos universitários brasileiros são concluintes de uma das engenharias, enquanto nos países asiáticos e na maioria dos países desenvolvidos esse índice varia de 15 a 35%.

No Brasil, duas singularidades agravam a carência desses profissionais: apenas 48% atuam na área de engenharia após diplomados. A outra parte trabalha em gestão, finanças, informática, docência, consultoria etc.; 57% dos ingressantes evadem-se da graduação.

Resumidamente, de cada dez calouros de engenharia, quatro recebem o diploma, sendo que dois exercerão a profissão e outros dois seguirão áreas afins.

A valorização das engenharias não é percebida só pelo mercado. É grande o incremento de ingressantes e a abertura de novas faculdades. Saltou de 454 cursos em 1995 para 3 045 em 2013.

Um estudo que tem a credibilidade do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea (publicado em novembro de 2013) revela que a contratação de engenheiros até 2020 apresentará uma taxa de crescimento de 10,5%. Para comparação, só a área de extração e refino de petróleo e gás necessitará de mais 28%.

Hoje o Brasil dispõe de 937 mil engenheiros, porém apenas 300 mil atuam na área. É muito pouco, considerando que 70% do PIB de uma nação dependem das engenharias.

sábado, 31 de maio de 2014

Mudanças no trabalho e emprego



O mercado de trabalho e o perfil do emprego modificaram-se estruturalmente em função das mudanças tecnológicas e econômicas. Novas especializações profissionais e postos de trabalho surgiram, mas também diversas ocupações tradicionais foram ou estão sendo transformadas, substituídas ou mesmo eliminadas.

Aumentaram as disparidades de remuneração entre os trabalhadores mais qualificados e os demais, enquanto diversas atividades intermediárias tornam-se dispensáveis.

Não é possível antecipar quais serão as novas demandas profissionais que irão surgir nem que rumos irão tomar as mudanças nos padrões de trabalho e emprego. Os impactos dessas transformações irão variar segundo as condições de cada país, região, segmento da economia e a qualificação do trabalhador.

Determinantes dessas diferenças serão as políticas e estratégias adotadas pelos agentes públicos e privados, em aspectos como a geração de empregos para os que ingressam no mercado de trabalho, a qualificação e requalificação profissional dos trabalhadores e o estabelecimento de mecanismos de apoio e recolocação dos desempregados.

Uma preocupação adicional é a deterioração das relações de trabalho. Mantida a tendência atual, alguns estudos apontam que, no início do novo século, apenas 25% da população economicamente ativa será de trabalhadores permanentes, qualificados e protegidos pela legislação.

Outros 25% dos trabalhadores deverão estar nos chamados segmentos informais, pouco qualificados e desprotegidos. E 50% dos trabalhadores poderão estar desempregados ou subempregados, em trabalhos sazonais, ocasionais e totalmente desprotegidos pela legislação.

Cada vez mais se exige dos trabalhadores atualização permanente de conhecimentos, desenvolvimento de habilidades e competências, de modo a atender aos novos requisitos técnicos e econômicos e a aumentar sua empregabilidade.