Ser competente não é sinônimo de conhecimentos, mas de ter a capacidade de aprender, a cada dia, a partir de sua própria experiência.


sábado, 6 de setembro de 2014

Aprenda a pensar



Uma das habilidades que diferenciam as pessoas de sucesso é unir fatos e informações aparentemente desconexos contemplando um sentido, criando o novo. Uma das principais ferramentas para o desenvolvimento dessa habilidade é o pensamento.

A escola ensina um conjunto de procedimentos, fatos, conceitos e regras. Mas isso não é o suficiente para o seu desenvolvimento. Você precisa aprender a pensar, usando sete tipos de pensamento:

1. O pensamento dedutivo, que parte de premissas gerais e aceitas como verdadeiras e chega a uma conclusão sobre um fato específico.

2. O pensamento indutivo, que parte de uma situação específica  para chegar a conclusões gerais.

3. O pensamento analítico, que analisa separadamente as partes que formam um todo.

4. O pensamento sintético, que forma um todo a partir da reunião de suas partes.

5. O pensamento sistêmico, que estabelece as relações entre as partes de um todo.

6. O pensamento crítico, por meio do qual questiona os fatos.

7. O pensamento criativo, com o qual produz ideias para desenvolver algo novo ou modificar algo que existe.

Para viver as situações cotidianas devemos fazer deduções lógicas, generalizar fatos, entender o todo a partir das partes ou as partes a partir do todo. Mas, para compreender a realidade, discernir o que serve e o que não serve, é preciso saber pensar criticamente, estabelecer relações entre fatos e usar a criatividade.

Para desenvolver sua capacidade de pensar, troque ideias com outras pessoas e leia todos os tipos de livros, pois isso o coloca diante de percepções diferentes da realidade. A Filosofia também ensina a pensar.

Tão importante quanto aprender a pensar é repensar o que você aprendeu. Precisamos abrir espaço para novos conhecimentos, novas ideias e percepções. E considerar que todo conhecimento envelhece e é necessário atualizar o que sabemos.

domingo, 31 de agosto de 2014

Pessoas fora do comum



É preciso aceitar a ideia de que os valores do mundo que habitamos e as pessoas que nos cercam exercem um grande efeito em quem nós somos.

As pessoas que fazem coisas fora do comum, as fora de série, as pessoas de sucesso na vida, são beneficiárias de vantagens ocultas, oportunidades extraordinárias e legados culturais.

Esses fatores, ou alguns deles juntos, permitem aprender, trabalhar duro e entender o mundo de uma forma que os outros não conseguem.

O lugar e a época em que crescemos fazem diferença. A cultura a que pertencemos e os legados transmitidos por nossos ancestrais moldam os padrões de nossas realizações de formas inimagináveis.

As pessoas de sucesso na vida parecem, à primeira vista, estar fora da experiência comum. Mas não estão. Eles são produtos da história, da comunidade, das oportunidades e dos legados.

Seu sucesso não é excepcional nem misterioso. Baseia-se numa rede de vantagens e heranças. Algumas merecidas, outras não. Algumas conquistadas, outras obtidas por pura sorte – todas, porém, cruciais para torná-las o que são.

domingo, 24 de agosto de 2014

Política e Energia



É difícil de imaginar um mundo sem os benefícios da eletricidade e do transporte motorizado. O progresso material da humanidade está baseado no seu uso crescente sob muitas formas.

Sem eletricidade viveríamos no escuro, sem motores e sem água canalizada. Sem transporte motorizado estaríamos dependendo da tração animal para a movimentação de pessoas e de mercadorias.

A produção de eletricidade e a motorização dos transportes são dois elementos essenciais das sociedades modernas em que vivemos. Para garanti-los, são necessárias grandes obras de infraestrutura.

No Sudeste e no Sul do Brasil, beneficiando-se de uma geografia favorável, a opção preferencial para a produção de eletricidade foi, até agora, a construção de grandes hidrelétricas, que durante um século garantiram energia elétrica abundante e barata. Itaipu é um exemplo desse tipo de usina.

Com o petróleo nossa geografia não foi tão favorável e só recentemente deixamos de importá-lo graças à exploração no pré-sal – a profundidades cada vez maiores, a grandes distâncias da costa e em depósitos que se situam abaixo de uma espessa camada de sal.

Os dois sistemas de produção de energia no Brasil estão atravessando uma séria crise. Isso também ocorre em outros setores da infraestrutura, como portos e estradas, e o governo mostra-se incapaz de enfrentá-los.

No setor de eletricidade, a origem dos problemas foi o abandono gradual, nas últimas décadas, da construção de reservatórios de água que garantissem a sua produção nas usinas hidrelétricas em anos de seca, que, aliás, se estão tornando mais frequentes. Uma das razões é a oposição dos ambientalistas radicais.

A verdade é que, mesmo quando ocorrem impactos significativos, é preciso comparar os custos ambientais e sociais decorrentes dos reservatórios com os benefícios, em geral muito maiores, para as populações.

Além de hidrelétricas, a solução dos problemas de produção de eletricidade passa pelo aproveitamento de outras formas de energia. A biomassa, por exemplo, poderia gerar significativa quantidade de energia. A energia eólica também poderia contribuir, mas os problemas de interligação das máquinas às redes de transmissão teriam de ser resolvidos. Alguns parques eólicos já construídos estão ociosos por falta de linhas de transmissão.

O sistema de transmissão da rede interligada nacional precisa ser reforçado para evitar falhas, acidentais, por falha humana ou à falta de manutenção. Muitos "apagões" poderiam ser evitados com a introdução de redundâncias no sistema, algumas de custo elevado, mas que protegeriam a sociedade dos sérios problemas de falhas no fornecimento de energia elétrica.

O sistema de leilões adotado pelo governo federal para o aumento da produção de eletricidade, em que todas as fontes de energia concorrem em igualdade de condições, é também uma das causas dos problemas. Garantir um custo final mais baixo da eletricidade, que é o objetivo dos leilões, é resultado de uma visão ideológica, e não técnica, da questão.

Resolver esses problemas exigirá mais planejamento e menos ideologia. E abriria caminho para a produção da energia necessária para sustentar um novo ciclo de desenvolvimento no País.