Ser competente não é sinônimo de conhecimentos, mas de ter a capacidade de aprender, a cada dia, a partir de sua própria experiência.


domingo, 5 de outubro de 2014

O novo tipo de aluno



É certo que as regras universais das ciências e os fatos históricos têm de ser conhecidos e estudados.

Além disso, é preciso ensinar os alunos a raciocinar, análise crítica para distinguir a boa da má informação e, ainda mais importante, a originalidade para pensar coisas que não foram pensadas antes.

Quem, há trinta anos, imaginaria a existência das mídias sociais e do Facebook, fenômenos que transformaram a maneira como as pessoas aprendem informações e se relacionam?

Os acontecimentos, a tecnologia, as circunstâncias políticas, tudo está em rápida e constante evolução, e os alunos precisam desenvolver habilidades para conseguir acompanhar isso.

Precisam melhorar sua capacidade de adaptação ao novo. Do contrário, já sairão da faculdade ou do curso técnico bem desatualizados.

domingo, 28 de setembro de 2014

Pensamentos sobre o conhecimento



O conhecimento não é impessoal como o dinheiro. O conhecimento não está num livro, numa base de dados, num software; estes contêm apenas informação. O conhecimento está sempre corporificado numa pessoa; é carregado por ela; criado, aumentado ou aprimorado; aplicado, ensinado e transmitido, utilizado de maneira adequada ou não por ela.
Peter Ferdinand Drucker (professor, escritor, considerado o pai da administração moderna)

Os caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se ensina e não perguntar o que se ignora.
São Beda Venerável (monge anglo-saxão, escritor, considerado o pai da história inglesa) 

Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis.
René Descartes (filósofo, físico e matemático francês, considerado o fundador da filosofia moderna, pai da matemática moderna e um dos pensadores mais importantes da história do Pensamento Ocidental)

O desenvolvimento se define quase que exclusivamente em termos da capacidade de geração autônoma do conhecimento, da capacidade de disseminá-lo e da capacidade de utilizá-lo. Esta é a verdadeira diferença entre os países cujos cidadãos são capazes de realizar plenamente o seu potencial como seres humanos e aqueles que não têm essa capacidade.
UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura

Se você não consegue explicar algo de modo simples é porque não entendeu bem a coisa.
Albert Einstein (físico alemão radicado nos Estados Unidos, Prêmio Nobel de Física, desenvolveu a Teoria da Relatividade)

Podemos pensar que, por entender “um”, tem de entender “dois”, porque um e um fazem dois. Mas também temos de entender o “e”.
Antigo pensamento sufi (corrente mística com origem no Oriente Médio)

sábado, 20 de setembro de 2014

Fora de série: sorte e oportunidade - conclusão



Um marco da computação foi janeiro de 1975. Nessa época, a revista Popular Electronics publicou uma matéria de capa sobre uma máquina extraordinária chamada Altair 8800. Era um pequeno engenho que custava 400 dólares e podia ser montada em casa. A manchete dizia: “Projeto revolucionário! Primeiro kit de minicomputador do mundo a competir com os modelos comerciais.”

Para os leitores da revista, que na época era a Bíblia do emergente mundo dos computadores, aquela manchete foi uma revelação. Até então, os computadores eram os enormes e caros mainframes, como os do Centro de Computação da Universidade de Michigan. Todo programador e aficionado da eletrônica sonhava com o dia em que surgiria uma máquina suficientemente pequena e barata para uma pessoa comum usar e ter. Aquele dia enfim chegara.

Se janeiro de 1975 foi o despontar da era do PC, quem estaria em melhor posição para tirar vantagem disso? A ideia perfeita para se ter em 1975 seria, em outras palavras: ser velho o suficiente para fazer parte daquela revolução, mas não a ponto de tê-la perdido. Considerando uma média de 20 ou 21 anos, isso significaria ter nascido em 1954 ou 1955.

Data de nascimento de alguns expoentes na computação:

·        Bill Gates – Microsoft: 28 d e outubro de 1955.
·        Paul Allen – Microsoft: 21 de janeiro de 1953.
·        Steve Ballmer – Microsoft: 24 de março de 1956.
·        Steve Jobs – Apple Computer: 24 de fevereiro de 1955.
·        Eric Schmidt – Novell / Google: 25 de abril de 1955.
·        Bill Joy – Sun Microsystems / Java: 8 de novembro de 1954.
·        Scott McNealy – Sun Microsystems: 13 de novembro de 1954.

É claro que nem todo o magnata da computação do Vale do Silício nasceu nesses anos. Mas existem padrões mostrando que o sucesso não é só mérito individual. É preciso agarrar a oportunidade que surge no momento e no local certos. São histórias de pessoas que perceberam ou receberam uma oportunidade especial de trabalhar muito e a agarraram e que, por acaso, estavam entrando na maioridade numa época em que aquele esforço extraordinário era recompensado pela sociedade. Seu sucesso não foi criado só por elas. Foi o produto do mundo onde cresceram.