Ser competente não é sinônimo de conhecimentos, mas de ter a capacidade de aprender, a cada dia, a partir de sua própria experiência.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Teoria dos Jogos



Teoria dos Jogos é um ramo da matemática aplicada que estuda situações estratégicas onde jogadores escolhem diferentes ações na tentativa de melhorar seu retorno em aplicações financeiras.

Inicialmente desenvolvida como ferramenta para compreender comportamento econômico e depois usada para definir estratégias militares, a teoria dos jogos é hoje usada em diversos campos acadêmicos: ciência política, ética, economia, filosofia, jornalismo, inteligência artificial e cibernética.

Na administração de estratégia a teoria dos jogos ajuda a examinar várias permutações e combinações de condições que podem alterar a situação. As questões estratégicas da vida real dão origem a um número imenso de variações, impossibilitando o tratamento exaustivo de todas as possibilidades. O objetivo é ajudar a ordenar o pensamento estratégico. 

A teoria dos jogos estuda decisões que são tomadas em um ambiente onde vários jogadores interagem. Em outras palavras, estuda as escolhas de comportamentos ótimos quando o custo e beneficio de cada opção não é fixo, mas depende da escolha dos outros indivíduos. 

Na prática, a teoria dos jogos se resume a conseguir analisar determinada situação levando em consideração unicamente seus aspectos essenciais (o que é bem complexo). Depois disso as estratégias são individuais, utilizando técnicas específicas. 

Não há uma fórmula matemática universal, mas existem conceitos fundamentais na Teoria dos Jogos, como a noção de equilíbrio. Esse conceito foi inventado por John Nash, a quem a maioria das pessoas conhece pelo filme Uma Mente Brilhante

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Era do Petróleo



O fim da Era do Petróleo inspira cenários apocalípticos na imaginação das pessoas: a produção mundial de petróleo chega ao máximo e então começa a declinar, fazendo os preços dispararem e forçando países a impor racionamentos e lutar por reservas cada vez mais escassas.

A produção de petróleo dos Estados Unidos, por exemplo, chegou mesmo a um pico nos anos 70 e despencou pelas décadas seguintes. Mas então aconteceu algo que a teoria não previu: a produção começou a subir novamente em 2009 e não parou mais, graças ao avanço das tecnologias de exploração.

Um grande número de especialistas da indústria argumenta que as verdadeiras restrições que enfrentamos são tecnológicas e econômicas. Estamos limitados não pela quantidade de petróleo no subsolo, mas pela nossa capacidade de explorar novas fontes e pelo quanto estamos dispostos a pagar.

A ocorrência ou não do pico do petróleo é mais que um debate intelectual. A questão também tem possíveis efeitos significativos para governos, petrolíferas e pessoas comuns em todo o mundo, já que todos seriam afetados por uma disparada nos preços e pela escassez.

Os defensores do pico do petróleo argumentam que, em vez de gastar dinheiro com novos campos, devemos conservar o petróleo que temos e investir em fontes alternativas de energia como preparação para uma queda na oferta. Os oponentes da teoria acreditam que é mais inteligente investir em tecnologias para continuar expandindo a oferta. Quando isso se tornar caro demais, eles estão confiantes de que seremos capazes de encontrar uma alternativa economicamente viável.

Nos Estados Unidos a produção de petróleo aumentou nos últimos anos em função de uma inovação tecnológica. As empresas de petróleo combinaram as técnicas do chamado fraturamento hidráulico (ou “fracking”) e da perfuração horizontal para extrair petróleo de formações compactas na América do Norte. O bombeamento de uma mistura de água, químicos e areia em formações de xisto pode abrir milhares de fraturas na rocha, cada uma formando uma minúscula via de escoamento para as moléculas de petróleo chegarem até o poço.

Um século atrás, as petrolíferas descobriram novos campos gigantes no Texas e na Califórnia, justo quando se agravavam os temores de que a produção tinha chegado ao auge. Quando a produção nos EUA começou a declinar, outras regiões elevaram as suas: Mar do Norte, Nigéria e Arábia Saudita. Inovações técnicas, como a que usa ondas sonoras para localizar depósitos através de milhares de quilômetros de água e rocha, provocaram um surto de perfuração em águas profundas.

No Brasil, a produção de petróleo chegou a cair em 2012 e 2013, mas agora deve crescer por um bom período, segundo a Agência Nacional do Petróleo. A produção do país, hoje em 2,2 milhões de barris por dia, vai chegar ao dobro desse volume entre 2020 e 2022.

É certo que os limites econômicos continuam pesando. Quando a indústria supera um obstáculo e amplia a produção de petróleo, os custos geralmente sobem. Essa alta abre uma porta para fontes melhores e mais baratas de energia alternativa, que acabarão por substituir o petróleo.

Algumas questões econômicas já estão promovendo mudanças. Apesar da abundância que o fraturamento hidráulico está gerando, os preços globais do petróleo continuam altos. Isso tem encorajado o desenvolvimento de fontes alternativas de energia e investimentos para elevar a eficiência dos combustíveis.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Os custos da energia nuclear



Desde o princípio, a indústria nuclear se dizia uma das opções mais baratas para gerar eletricidade. Entretanto, os verdadeiros custos da energia nuclear foram e ainda são subestimados.

Os custos reais da construção e operação de usinas nucleares quase sempre se mostraram mais elevados do que os projetados. As estimativas oficiais costumam negligenciar ou subestimar despesas ocultas como os custos relacionados com o ciclo de combustível, gestão de resíduos, desmonte de instalações nucleares, segurança, alterações de infraestrutura e garantia do governo para obrigações.

Custos estruturais, por exemplo, para garantir proteção e segurança, também contribuem, mas são difíceis de avaliar.

Apenas na França, centenas de milhões de euros são aplicados anualmente em perícia pública e serviços de aconselhamento sobre a proteção contra a radiação, segurança nuclear e questões de proteção. Somando-se a isto, não se pode deixar de considerar os custos das forças de segurança necessárias para a proteção das instalações e dos transportes nucleares.

O lixo radioativo não é a única herança poluente da tecnologia nuclear. As dificuldades encontradas durante as operações de desmonte, no final da vida útil de uma instalação nuclear, são motivo para pessimismo.

O objetivo teórico do desmonte é fazer com que o local volte “à natureza” – em outras palavras, remover o último traço da instalação nuclear, liberando o terreno ocupado para uso irrestrito. Não existem exemplos de operações de desmonte em larga escala que tenham atingido este estágio com sucesso.