Ser competente não é sinônimo de conhecimentos, mas de ter a capacidade de aprender, a cada dia, a partir de sua própria experiência.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

O valor das commodities



O Brasil exportou 7 000 itens diferentes em 2014. Cinco deles, no entanto, concentram mais de 40% do valor das vendas – açúcar, carne, soja, petróleo e minério de ferro.

Vamos usar o exemplo do minério de ferro para fazer algumas considerações de valor. O minério de ferro exige gigantesca infraestrutura onde tudo é superlativo – caminhões, trens e navios.

O problema é que o preço não é. Uma tonelada de ferro vale 210 reais.

Ferro, açúcar, carne, soja e petróleo são matérias-primas, ou commodities, termo universalmente consagrado para definir esses itens de exportação. As commodities têm várias características positivas: são essenciais, todo mundo precisa, todo mundo compra e não ficam tecnologicamente ultrapassadas.

Mas as commodities têm suas desvantagens. A maior delas é a variação de preços – fixados em bolsas internacionais com base nos movimentos de oferta e procura e, portanto, dissociados das vontades do produtor.

Por isso é importante que um país fortemente exportador de commodities invista paralelamente no desenvolvimento de produtos e serviços de consumo mundial que agreguem valor.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ficando mais velho, mas não necessariamente mais sábio



As pessoas acreditam que, ao envelhecer e adquirir experiência, automaticamente se tornarão mais sábias. Infelizmente isso não é verdade. Em geral, continuamos sendo tão tolos quanto antes e fazendo muitas besteiras.

Podemos aprender com a experiência e não cometer os mesmo erros, mas sempre existirão novos erros, esperando para acontecer.  

O segredo é aceitar esse fato e não ficar se recriminando a cada vez que errar. Perdoe a si mesmo e aceite que isso faz parte da vida: você está ficando velho, mas nem um pouco mais sábio.

A sabedoria não consiste em não cometer erros, e sim em descobrir a melhor maneira de sobreviver a eles, mantendo a sanidade e a dignidade.

Quando somos jovens, ficar velho parece uma coisa que só acontece com nossos avós. Mas a velhice acaba chegando para todos e não temos escolha senão aceita-la e seguir em frente. Não importa o que fizermos vamos envelhecer.

Podemos encarar a questão da seguinte forma: quanto mais velhos ficamos, mais problemas já enfrentamos em diversas áreas. 

Mas sempre haverá situações em que não saberemos como agir e acabaremos tomando decisões equivocadas, entenderemos tudo errado ou entraremos em pânico sem necessidade.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O problema de Collatz



É um enigma famoso que intriga os maiores matemáticos do mundo. Eles acreditam conhecer a resposta, mas ninguém consegue prová-la.

Pense um número. Agora aplique as seguintes regras repetidamente:
· Se o número for par, divida-o por 2.
· Se o número for ímpar, multiplique-o por 3 e some 1.

O que acontece?

Como exemplo, o número 11 é ímpar e o próximo número será 3 x 11 + 1 = 34. Este número é par, portanto devemos dividi-lo por 2 para obter 17. Este é ímpar, e a próxima operação resulta em 52. Depois disto, os números que se seguem são 26, 13, 40, 20, 10, 5, 16, 8, 4, 2, 1. A partir daqui, chegamos a 4, 2, 1, 4, 2, 1 indefinidamente.

Por isso geralmente acrescentamos uma terceira regra: quando chegar a 1, pare.

Em 1937, Lothar Collatz se perguntou se esse procedimento sempre levaria ao número 1, independentemente do número em que começássemos. Mais de 70 anos depois, ainda não sabemos a resposta. A maioria dos matemáticos acredita que a conjectura seja verdadeira.